A Culpa é das Estrelas

 

Image

Oi gente! Hoje falarei de um livro que terminei de ler tem poucos dias e que me encantou infinitamente. O autor é John Green, e sua escrita é “A Culpa é das Estrelas”.

 É um romance, a obra é fictícia (o escritor faz questão de salientar isto). Mas que passa toda uma verdade de uma maneira tão sensível, delicada e precisa.

 A história é uma real reflexão sobre a nossa vida e a do outro, se somos importantes para nós, se queremos ser importantes para alguém, se aceitamos ser importantes para alguém. É a demonstração do apoio e carinho descrito nas palavras que compõe cada frase.

 Inteligente e profundo com as metáforas feitas pelas personagens; Hazel, Augustus e Peter; desde algumas mais simples e engraçadas carregadas de ironia a outras mais complexas. Aquelas te levarão a soltar risadas e sorrir, e estas a fechar os olhos e suspirar.

 A cada capítulo ficará ansioso pelo próximo. “O que vem a seguir? Uma parte fofa? Ou uma triste? O que será que acontece com ela? Eles conseguem? Por quê? O que será que farão?” Estas foram as perguntas que me acompanharam, acho que serão as mesmas para você.

 “Alguns infinitos são maiores que outros”. “É da natureza das estrelas se cruzar”. “Os verdadeiros heróis, no fim das contas, não são as pessoas que realizam certas coisas; os verdadeiros heróis são as que reparam nas coisas.” “Não dá para escolher quem vai ou não feri-lo neste mundo, meu velho, mas é possível escolher quem vai feri-lo.” Estas  frases pertencem ao livro, elas me embalaram enquanto passava página por página desejando que houvesse mais. Juntas com todas as outras guardadas pela capa e contracapa, ou na lembrança de quem leu mostram que o escape da dor é viver em busca do que gosta, escolher quem se quer por perto, e montar assim o seu sentido.

 

 

PS: Espero que leiam, e se realmente fizerem isto tenho toda a certeza de que gostarão e se emocionarão. Não fiz de fato uma resenha, pois acho que resenha revela muitos detalhes e desta forma acabam com a melhor parte, a surpresa!

                               

                                                                                            

                                                                                                                   Boa Leitura!!

                                                                                                                   Eduarda Vaz

Anúncios

Madrugada adentro.

tumblr_luch405XE21r62bnvo1_500

São duas da manhã e ela ainda não conseguiu dormir. No dia seguinte terá que acordar cedo para ir à escola, mas o sono não vem, por mais que esteja cansada. O único motivo para não conseguir se deixar levar pelo conforto do travesseiro e sonhos é a recordação.

 Vira para um lado, revira para o outro. E nada é o suficientemente bom. Nada tira aquelas lembranças, que cismam de voltar com ainda mais intensidade em noites calmas como esta, de sua cabeça e muito menos de seu coração.

Ela fecha os olhos e apela pelo último meio: contar carneirinhos. Um carneirinho pulou a cer… Isso não adianta. O carneirinho ao pular a cerca a lembrava de liberdade e ao mesmo tempo de rotina (contraditório não?). Queria ser livre como o carneiro e poder decidir como atravessar o que atrapalhava seu caminho, por outro lado essas tentativas tinham viradas rotineiras assim como o carneiro que é acostumado a “pular”. É, ela realmente não estava bem. Percebe-se isso ao olhar a comparação que acabou de fazer.

Porque ainda se sentia tão ligada a relações antigas? A momentos passados? Já era para ter se desligado há semanas, ou melhor, meses, quase há um ano, no entanto até agora não conseguiu. Tentou por dias, enquanto a tristeza estava em seu ponto mais forte, encontrar o botão do “off”. “Ele existia?” Ela pensou, pois não o achou em lugar algum.

No início somente fatos ruins acontecidos vinham como flashes, nas horas em que estava com a cabeça “livre”. Era melhor, porque ao se lembrar sentia raiva, sentimento mais fácil de controlar. O grande problema é a raiva passa e ela passou. Deixou em seu rastro apenas os carinhos sinceros que uma vez recebeu, as palavras doces a quais lhe foram sussurradas, as brincadeiras sem sentidos a quais lhe foram feitas. Saber que esse tempo tinha se passado, e quem participou dele também, deixava-a com saudades. Era o problema de sua insônia, sentir falta demais do que e quem em algum instante lhe foi o melhor. Fazia com que ficasse feliz e triste. Feliz por saber que teve alguém que lhe deu atenção e que se importava com seu jeito e gostos. Alguém que a fez sorrir e ri, e principalmente amadurecer, mesmo que indiretamente. Triste por ter se apegado. Por não querer deixar ir quem um dia já foi.

Três da manhã, as pálpebras começam a pesar mais. Seus olhos fecham e abrem, mas é uma tarefa que exige muita força. Chegou a conclusão que as recordações sempre ficarão, que são delas. Independente da vontade de querer sufocá-las, não faria isso. É preciso saber conviver com o passado, saber aceitá-lo. Amar e viver a época em que está, o presente. Dorme, mas antes diz: Quem sabe a gente se esbarre por aí no futuro, foi bom o que aconteceu, só que ficou para trás. Boa noite!

Eduarda Vaz

Inspirado num texto que li por aí.